O petróleo WTI encerrou a semana em alta de 2,00%, fechando em US$ 103,44 por barril, máxima de 22 semanas, conforme registrado pela FXStreet. O movimento ganhou força no trecho final dos cinco pregões, quando ataques houthis consecutivos contra alvos na Arábia Saudita e embarcações no Estreito de Ormuz elevaram o prêmio de risco geopolítico. A CNN Brasil noticiou a extensão das altas após a estatal saudita orientar funcionários a se retirarem de sua sede diante dos bombardeios.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O perfil do movimento é geopolítico com reforço de oferta. A alta de 2,00% sobre o fechamento anterior (US$ 101,41) combinou dois catalisadores: a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o risco de interrupção de fluxos pelo Estreito de Ormuz, e a queda maior que o esperado nos estoques de petróleo bruto dos EUA, reportada pela ADVFN Brasil. O Departamento de Estado americano emitiu ordem de evacuação de diplomatas da Arábia Saudita, evento que ampliou as preocupações de fornecimento, conforme registrado pela DTN. A máxima de US$ 110,48 foi atingida intraday antes de recuo parcial.
No fechamento de sexta-feira, o WTI opera em US$ 103,44, bem acima das médias de longo prazo: MM100 em US$ 86,34 e MM200 em US$ 85,29, diferença de mais de 17 dólares para ambas. A mínima semanal de US$ 96,26 é o suporte mais próximo relevante, nível testado antes do movimento de alta. A máxima da semana em US$ 110,48 representa a resistência imediata, patamar não sustentado no fechamento.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Três pontos a monitorar na semana seguinte: (1) desdobramentos dos ataques houthis e respostas militares no Oriente Médio, principal variável de risco de oferta no curto prazo; (2) o relatório semanal de estoques de crude do EIA, dado que movimentou o mercado nesta semana; (3) o comportamento do preço em relação ao intervalo US$ 96,26 a US$ 103,44, delimitado pela mínima e o fechamento desta semana.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





