Bolsa encerra a última sessão pré-eleitoral no campo positivo, enquanto o dólar registra queda superior a 1,7% no dia, aproximando-se de R$ 4,97.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com sinal positivo na bolsa e forte recuo do dólar, numa sessão marcada pelo posicionamento dos investidores às vésperas das eleições de domingo. O Ibovespa avançou de forma moderada, impulsionado por fluxo de alocação na reta final do pregão, enquanto o dólar cedeu mais de 1,7% e voltou a operar abaixo de R$ 5,00, nível que não frequentava nos últimos pregões. O movimento doméstico divergiu do exterior, onde tensões geopolíticas e preocupações com o setor de inteligência artificial pesaram sobre Wall Street e as bolsas europeias.

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Eleição domina o posicionamento dos investidores

A proximidade do segundo turno foi o principal vetor do comportamento do mercado local nesta sexta-feira. O dólar operou em queda durante praticamente toda a sessão, refletindo ajuste de posições antes do fim de semana eleitoral. A bolsa ganhou tração na reta final do pregão, com alocações pontuais que sustentaram o sinal positivo. Na semana, contudo, o Ibovespa acumulou queda, indicando que o otimismo do fechamento não foi suficiente para reverter o tom cauteloso que prevaleceu nos dias anteriores.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 1,72% 4,965
Ibovespa ▲ 0,62% 205.083
Dow Jones ▼ 1,22% 52.215
S&P 500 ▼ 0,52% 7.624
Nasdaq ▼ 0,24% 25.955
Stoxx 600 ▼ 0,34% 635,77
FTSE 100 ▼ 0,31% 10.690
Petróleo Brent ▼ 1,69% 111,66
Bitcoin ▼ 0,03% 81.280
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,71% 4,988

Às 18h30 (Horário de Brasília)23/10/2026

Wall Street recua com geopolítica e cautela em tecnologia

As bolsas americanas fecharam em terreno negativo, com o Dow Jones registrando a maior queda proporcional entre os principais índices, superior a 1,2%. O movimento reflete o aumento da aversão ao risco global, alimentado por tensões geopolíticas e por questionamentos sobre a rentabilidade de investimentos em inteligência artificial, que vinham sustentando parte da alta recente do Nasdaq. O yield do título do Tesouro americano de dez anos avançou, sinalizando maior pressão sobre o custo do crédito e contribuindo para o apetite reduzido por risco.

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Bradesco reporta lucro em alta, mas inadimplência segue no radar

No campo corporativo, o Bradesco divulgou resultados com crescimento de lucro pelo segundo trimestre consecutivo, e as ações do banco operaram em alta durante o pregão. O desempenho positivo, no entanto, foi acompanhado de atenção ao nível de inadimplência, que permanece como ponto de monitoramento do mercado para os próximos trimestres. O resultado do banco foi um dos fatores de sustentação do Ibovespa na sessão.

Petróleo recua; Bitcoin opera estável

No mercado de commodities, o petróleo Brent fechou em queda de quase 1,7%, o que aliviou parte da pressão inflacionária global e contribuiu indiretamente para o ambiente de menor aversão ao risco no mercado doméstico. O Bitcoin encerrou praticamente estável, sem variação relevante no dia, operando próximo a US$ 81 mil, mantendo o patamar elevado atingido nas últimas semanas sem apresentar movimento direcional definido nesta sessão.

Com o segundo turno das eleições presidenciais marcado para este domingo, o próximo pregão, na segunda-feira, deve ser diretamente influenciado pelo resultado das urnas e pela leitura inicial do mercado sobre o cenário político que se configura. No exterior, o comportamento dos rendimentos dos Treasuries e eventuais desdobramentos geopolíticos seguem como variáveis a observar.