A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de outubro registrou alta de 0,32%, com o grupo Alimentação e Bebidas respondendo pelo maior impacto sobre o índice geral. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referem-se ao período de coleta compreendido entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026.

Dentro do grupo de alimentos, a alimentação no domicílio foi a principal fonte de pressão, com variação de 1,01%, ante 0,38% registrado no período anterior. O tomate liderou as altas individuais com elevação de 24,54%, seguido pela cebola, que subiu 13,63%, e pela batata-inglesa, com acréscimo de 10,96%. O arroz também contribuiu para o avanço do grupo, com alta de 5,80%.

No sentido oposto, alguns itens alimentares operaram em queda e atuaram como contrapeso à pressão do grupo. A cenoura recuou 10,67%, as frutas caíram 1,37% e o café moído registrou baixa de 1,16%, atenuando parcialmente o impacto sobre o índice.

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A alimentação fora de casa também apresentou aceleração no período. A variação passou de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro, conforme informou o G1 Economia. O subitem de refeições avançou de 0,38% para 0,61%, enquanto lanches saíram de 0,44% para 0,66%, indicando disseminação da pressão inflacionária no segmento de serviços ligados à alimentação.

O IPCA-15 funciona como um indicador antecedente do índice oficial de inflação, sendo monitorado pelo mercado financeiro como referência para a trajetória dos preços ao consumidor. A concentração das pressões em alimentos in natura e hortaliças, itens tipicamente sujeitos a maior volatilidade sazonal, é um fator que analistas consideram ao avaliar a persistência ou o arrefecimento do quadro inflacionário nos meses seguintes.

Editorial BolsaNews

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