Minério de ferro em queda pesou sobre Vale e siderúrgicas; juros futuros avançaram com aversão a risco doméstica e global

O Ibovespa fechou em queda expressiva nesta sessão, enquanto o dólar avançou e as taxas dos contratos de DI subiram ao longo da curva. O mercado operou sob pressão dupla: o cenário externo desfavorável, com as bolsas americanas e europeias em queda, e o ambiente doméstico de incerteza com o segundo turno eleitoral no radar imediato.

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Vale e siderúrgicas lideram as perdas no Ibovespa

O setor de materiais básicos foi o maior detrator do índice no dia. A Vale recuou cerca de 4% após nova queda no preço do minério de ferro no mercado internacional, arrastando junto CSN, Usiminas e Gerdau, que também registraram perdas expressivas. O movimento reflete a sensibilidade dessas companhias a variações nas commodities metálicas e ao ritmo da demanda chinesa.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,58% 5,053
Ibovespa ▼ 1,09% 204.120
Dow Jones ▲ 0,03% 52.868
S&P 500 ▼ 1,21% 7.663
Nasdaq ▼ 2,59% 26.009
Stoxx 600 ▼ 1,03% 637,74
FTSE 100 ▼ 0,25% 10.725
Petróleo Brent ▲ 1,99% 112,87
Bitcoin ▼ 3,07% 81.442
T-Note 10 anos (yield) ▼ 3,75% 4,953

Às 18h30 (Horário de Brasília)22/10/2026

Juros futuros sobem com eleição e aversão ao risco

A curva de juros doméstica cedeu para cima ao longo do pregão, refletindo a combinação de cautela eleitoral e aversão global ao risco. O segundo turno da eleição presidencial, com debate da Globo previsto, manteve investidores em postura defensiva diante da incerteza sobre o rumo da política econômica. O movimento no câmbio acompanhou: o dólar subiu frente ao real, invertendo a tendência de queda que a moeda americana registrou ante o iene no mercado global.

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Exterior adverso: Nasdaq despenca e petróleo avança

O cenário internacional amplificou as pressões sobre os ativos brasileiros. O Nasdaq recuou de forma significativa, puxado por realização no setor de tecnologia, enquanto o S&P 500 também fechou no negativo. Em sentido contrário, o petróleo Brent subiu quase 2%, o que favoreceu ações de energia globalmente, mas não foi suficiente para segurar os mercados. O yield do Treasury de dez anos recuou no dia, sugerindo movimento de busca por proteção nos títulos americanos.

Bradesco e BradSaúde na contramão do índice

Em meio ao recuo generalizado, dois destaques positivos chamaram atenção. O Bradesco divulgou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 14,6% em doze meses, segundo o Valor Econômico. Já a BradSaúde (SAUD3) subiu mais de 4% após resultado do terceiro trimestre e anúncio de dividendo bilionário, destoando do humor negativo predominante na sessão.

O mercado encerra a sessão com o clima de incerteza que deve persistir nos próximos pregões, dado que o segundo turno eleitoral segue como variável central para os ativos domésticos. No cenário externo, o comportamento das bolsas americanas e os desdobramentos do mercado de commodities continuarão no foco. O Radar da manhã trará a agenda completa do próximo pregão.