Siderúrgicas e mineradoras lideram perdas; petróleo sobe 4% com conflito no Oriente Médio e pressiona o humor global
O pregão desta tarde segue em andamento com o Ibovespa operando em queda superior a 1%, refletindo um ambiente de aversão ao risco tanto no exterior quanto no cenário interno. O dólar avança em relação ao real, e a PTAX oficial do dia já foi divulgada, consolidando a referência cambial desta sessão. O mercado americano, aberto desde as 10h30 (horário de Brasília), opera sob pressão geopolítica, com o petróleo disparando cerca de 4% por conta das tensões no Oriente Médio, movimento que contamina bolsas ao redor do mundo e reverbera na B3.
Siderúrgicas e mineradoras pesam no Ibovespa da tarde
As maiores baixas do índice neste momento concentram-se no setor de materiais básicos e siderurgia, com quedas acentuadas em papéis como Marfrig, Embraer, CSN e Usiminas. O movimento reflete uma combinação de fatores: o recuo das commodities metálicas no mercado internacional e o ambiente de cautela com o cenário eleitoral doméstico, que aumenta a percepção de risco para ativos ligados ao ciclo econômico. Assim como observado pela manhã, Vale também acumula perdas relevantes ao longo do dia, segundo acompanhamento do pregão ao vivo.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Ibovespa | ▼ 1,19% | 203.922 |
| Dólar | ▲ 0,24% | 5,036 |
Às 16h20 (Horário de Brasília)22/10/2026
Maiores Altas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| PRIO (prio3) | ▲ 1,96% | 72,70 |
| BBSEGURIDADE (bbse3) | ▲ 1,56% | 43,05 |
| MARCOPOLO (pomo4) | ▲ 1,29% | 4,720 |
| AXIA ENERGIA (axia3) | ▲ 1,09% | 59,34 |
| AMBEV S/A (abev3) | ▲ 1,08% | 16,87 |
Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| MARFRIG (mbrf3) | ▼ 6,39% | 17,57 |
| EMBRAER (embj3) | ▼ 5,22% | 87,06 |
| SID NACIONAL (csna3) | ▼ 4,36% | 5,490 |
| USIMINAS (usim5) | ▼ 4,08% | 6,340 |
| BRADESPAR (brap4) | ▼ 3,99% | 18,79 |
Petróleo em alta amplia volatilidade; geopolítica no radar
A escalada do petróleo brent, que sobe cerca de 4% e atinge o maior patamar desde maio, adiciona uma camada de complexidade ao pregão. O movimento é impulsionado pelo recrudescimento das tensões no Oriente Médio, que eleva o prêmio de risco sobre a commodity. No mercado financeiro, esse tipo de choque tende a pressionar as expectativas de inflação global e a reduzir o apetite por ativos de risco, explicando parte da pressão sobre o Ibovespa nesta tarde. A Otan também ampliou sua integração com a Ucrânia ao abrir um canal de compras militares, fator que mantém o ambiente geopolítico internacional no radar dos operadores.
Bitcoin e ouro reagem à aversão ao risco global
Acompanhando o comportamento de outros ativos de maior risco, o bitcoin recuou abaixo de US$ 82 mil nesta sessão, pressionado pela combinação de tensões geopolíticas e fuga para a segurança observada nos mercados internacionais. O ouro, historicamente usado como porto seguro em momentos de incerteza, permanece no radar do público que acompanha ativos internacionais, especialmente num contexto em que o conflito no Oriente Médio mostra sinais de intensificação.
Destaques positivos resistem em meio ao recuo geral
Em contramão ao humor negativo do índice, alguns papéis sustentam alta neste pregão de tarde. PRIO lidera os ganhos entre as maiores altas do Ibovespa até este momento, beneficiada diretamente pela disparada do petróleo. BB Seguridade e Ambev também figuram entre as altas, sinalizando que setores menos expostos ao ciclo de commodities e ao risco externo apresentam menor pressão nesta sessão.
O pregão segue em aberto por mais cerca de quarenta minutos, e o movimento de saída de risco pode ganhar ou perder intensidade até o sino final. O acumulado do dia até agora aponta para uma sessão difícil para o índice, com o mercado monitorando de perto os desdobramentos geopolíticos internacionais e o ambiente político doméstico como os principais vetores de pressão.
Editorial BolsaNews





