Índice acumula ganho de 3,5% em julho, enquanto o petróleo Brent encerra o mês com salto de 24%, maior alta mensal desde março, segundo o Valor Econômico.

O Ibovespa fechou o mês de julho em alta, acumulando ganho de 3,5% no período, movimento sustentado pela retomada do fluxo estrangeiro e pela valorização das commodities, conforme reportado pelo Valor Econômico. O dólar recuou 1,8% ao longo do mês, ainda que na sessão desta quinta-feira tenha operado com leve alta. O principal catalisador do dia foi o salto expressivo do petróleo, com impacto positivo nas ações do setor e suporte ao índice doméstico.

Petróleo dispara com tensão EUA-Israel-Irã

O petróleo Brent avançou mais de 2% na sessão, fechando julho com alta acumulada de 24%, a maior variação mensal desde março, segundo o Valor Econômico. O movimento reflete o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio: conforme informou a InfoMoney, os Estados Unidos e Israel planejam bombardear alvos vinculados ao setor energético no Irã. O cenário de risco à oferta de petróleo favoreceu papéis ligados ao setor no pregão doméstico e contribuiu para sustentar o Ibovespa.

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Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,16% 5,079
Ibovespa ▲ 0,47% 177.999
Dow Jones ▲ 0,53% 52.485
S&P 500 ▲ 0,70% 7.490
Nasdaq ▲ 1,00% 25.374
Stoxx 600 ▼ 0,04% 649,19
FTSE 100 ▼ 0,27% 10.868
Petróleo Brent ▲ 2,35% 90,12
Bitcoin ▼ 2,73% 62.956
T-Note 10 anos (yield) ▲ 1,76% 4,745

Às 18h30 (Horário de Brasília)31/07/2026

Wall Street sobe com Amazon; yields pressionam

As bolsas americanas fecharam em alta, com o Nasdaq liderando os ganhos impulsionado pela reação positiva aos resultados da Amazon, conforme apontou a InfoMoney. O movimento, no entanto, convive com uma pressão importante: o yield do T-Note de 10 anos avançou cerca de 1,76% na sessão, atingindo patamar elevado, sinal de que o mercado de renda fixa americana segue cauteloso quanto ao ritmo de cortes de juros pelo Fed. Segundo o Valor Econômico, o presidente do banco central americano, Kevin Warsh, considera reduzir o número de reuniões de política monetária, o que adiciona incerteza sobre a trajetória futura das decisões.

Juros futuros estáveis; pregão doméstico com baixa liquidez

No mercado de juros doméstico, os contratos futuros fecharam perto da estabilidade, segundo o Valor Econômico, em um pregão marcado por menor liquidez em razão do encerramento do mês. O ambiente de estabilidade nos juros locais evitou pressões adicionais sobre o mercado de ações, permitindo que o Ibovespa mantivesse o viés positivo ao longo da tarde.

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Bitcoin recua; Europa fecha mista no mês

O Bitcoin operou em queda superior a 2,7% na sessão, devolvendo parte dos ganhos recentes em um movimento de realização que contrastou com o apetite a risco predominante nas bolsas. Na Europa, os mercados fecharam praticamente estáveis no dia, com o Stoxx 600 e o FTSE 100 operando com leve recuo, sem catalisadores próprios relevantes para encerrar o mês.

Com julho encerrado, o mercado brasileiro passa a monitorar os desdobramentos do quadro geopolítico no Oriente Médio, que segue como variável central para o petróleo e, por consequência, para papéis de peso no Ibovespa, além da evolução das expectativas em torno da política monetária americana. O Radar da manhã trará o detalhamento da agenda e dos dados que pautarão o próximo pregão.