Petrobras avançou cerca de 4% impulsionada por forte alta do petróleo Brent, que subiu mais de 7% com escalada da tensão entre EUA e Irã.
O Ibovespa encerrou esta sessão em alta, marcando a décima valorização consecutiva e alcançando o nível mais elevado em quase quatro meses. O dólar recuou frente ao real, favorecendo os ativos domésticos. O principal vetor do pregão foi a forte disparada do petróleo Brent, que avançou mais de 7%, impulsionada pela retomada de confrontos entre EUA e Irã, o que beneficiou diretamente as ações da Petrobras e sustentou o índice.
Petróleo em disparada puxa Petrobras e sustenta Ibovespa
A escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã derrubou prêmios de risco sobre o fornecimento global de petróleo e fez o Brent avançar mais de 7% na sessão, superando a marca de US$ 95 por barril. O movimento se transmitiu diretamente às ações da Petrobras, que operaram com alta em torno de 4%, tornando-se o principal vetor positivo do Ibovespa no dia. Vale e grandes bancos também contribuíram para sustentar o índice ao longo da tarde.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▼ 0,62% | 5,152 |
| Ibovespa | ▲ 1,30% | 179.722 |
| Dow Jones | ▼ 0,79% | 52.767 |
| S&P 500 | ▼ 0,71% | 7.631 |
| Nasdaq | ▼ 1,03% | 26.100 |
| Stoxx 600 | ▼ 0,58% | 647,46 |
| FTSE 100 | ▼ 0,32% | 10.789 |
| Petróleo Brent | ▲ 7,02% | 95,22 |
| Bitcoin | ▼ 1,82% | 77.131 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▲ 0,80% | 4,796 |
Às 18h30 (Horário de Brasília)01/09/2026
PIB reforça cenário doméstico e ajuda o real
No front doméstico, dados de atividade econômica que vieram acima das expectativas do mercado ajudaram a ancorar o otimismo com os ativos brasileiros. O real se fortaleceu na sessão, com o dólar cedendo cerca de 0,6%, reflexo de uma combinação entre fundamentos domésticos mais favoráveis e o fluxo de capital atraído pela alta das commodities ligadas ao Brasil.
Wall Street recua com tensão geopolítica e juros elevados
O cenário foi oposto nas bolsas americanas. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em queda, pressionados pela mesma tensão geopolítica que beneficiou o petróleo e, indiretamente, o Brasil. O yield do Treasury de 10 anos avançou para perto de 4,80%, sinalizando persistência das apostas em juros elevados nos EUA por mais tempo, o que pesou sobre ativos de risco em Nova York. As bolsas europeias também encerraram o dia no campo negativo.
Crise institucional no STF não contaminou a bolsa
O pregão ignorou o ruído político gerado pelas revelações sobre o ministro Alexandre de Moraes e sua relação com o empresário Vorcaro, episódio que, segundo o Valor Econômico, abre uma crise sem precedentes no STF. A oposição intensificou a pressão por impeachment de Moraes, e o Senado aprovou urgência para a indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU, mas o mercado financeiro optou por precificar os dados econômicos e o petróleo, deixando o risco político doméstico em segundo plano nesta sessão.
O pregão desta quarta-feira reforça a resiliência recente do mercado brasileiro, que acumula dez altas consecutivas mesmo diante de ruídos institucionais e de um ambiente externo mais cauteloso. Para a próxima sessão, o comportamento do petróleo e eventuais desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio tendem a permanecer como variáveis centrais, enquanto o mercado doméstico continuará monitorando o front político e os sinais sobre a trajetória fiscal.





