O bitcoin voltou a operar acima dos US$ 80 mil na segunda-feira (24), marca que não era registrada desde 15 de maio, quando a criptomoeda estava cotada a US$ 81,64 mil. No pico da sessão, por volta das 23h30 (horário de Brasília), o ativo chegou a US$ 81,22 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 419,3 mil, com alta de 2,83% em relação ao dia anterior. Na manhã desta terça-feira (25), o papel operava a US$ 78,76 mil, ainda com variação positiva de 0,2%.

O rally teve início na última quarta-feira (19), quando a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) divulgou uma proposta regulatória voltada ao setor de criptoativos. A medida foi bem recebida pelo mercado por isentar determinadas empresas e ofertas de criptomoedas das regras aplicáveis a valores mobiliários americanos, o que tende a simplificar a emissão de tokens e facilitar a captação de recursos por parte dessas companhias.

Na data do anúncio, o bitcoin estava cotado a US$ 64,72 mil. Desde então, a criptomoeda acumulou valorização de quase 25%, num dos movimentos semanais mais expressivos do ativo no ano, com a superação da faixa de US$ 80 mil representando um marco técnico e psicológico relevante para o mercado.

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Além do ambiente regulatório mais favorável, a desvalorização do dólar contribuiu para o apetite por ativos alternativos, incluindo criptomoedas. Outro fator que analistas apontam como suporte ao movimento foi o anúncio do governo americano de ampliação do programa de recompra de títulos do Tesouro, medida que tende a injetar liquidez no sistema financeiro e pressionar a moeda americana para baixo.

O conjunto de catalisadores reacendeu o debate sobre o papel do bitcoin como reserva de valor em momentos de enfraquecimento do dólar. Para investidores brasileiros, o movimento é acompanhado com atenção redobrada, uma vez que a variação cambial afeta diretamente o custo de exposição ao ativo em reais, ampliando ou reduzindo os retornos conforme o comportamento do real frente ao dólar.

Editorial BolsaNews

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