Nikkei recua quase 3% e Hang Seng perde mais de 3%; Brent avança mais de 1,5% após escalada de tensão no Oriente Médio

O investidor brasileiro chega a esta quinta-feira com um cenário externo carregado: bolsas asiáticas registram quedas expressivas, o petróleo dispara e os futuros americanos operam no vermelho após uma sessão pesada de balanços em Wall Street. A geopolítica volta ao centro do radar com a tensão entre Israel e Irã e o recrudescimento das preocupações com rotas de abastecimento de energia no Oriente Médio.

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Ásia no vermelho: IA e petróleo pressionam bolsas

As principais praças asiáticas encerraram o dia com perdas relevantes. Segundo o Valor Econômico, a combinação entre a alta do petróleo e o aumento da pressão sobre empresas de inteligência artificial pesou sobre o humor dos mercados da região. O Hang Seng liderou as perdas, recuando mais de 3%, enquanto o Nikkei cedeu próximo de 2,7% e o Shanghai também operou em queda firme. O movimento contamina os futuros europeus e americanos, que também apontam para abertura negativa.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▼ 0,43% 52.684
🇺🇸 S&P Futuros ▼ 0,49% 7.713
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▼ 0,61% 29.445
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▼ 1,79% 6.092
🇬🇧 FTSE 100 ▼ 0,64% 10.683
🇯🇵 Nikkei 225 ▼ 2,74% 62.908
🇭🇰 Hang Seng ▼ 3,03% 22.935
🇨🇳 Shanghai ▼ 1,55% 3.658
💵 DXY (Dolar Index) ▼ 0,01% 101,59
🪙 Ouro ▼ 0,12% 4.102
🛢️ Petroleo Brent ▲ 1,51% 112,34
₿ Bitcoin ▼ 2,59% 81.845
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,57% 5,146

Às 07h00 (Horário de Brasília)22/10/2026

Petróleo em alta com escalada geopolítica no Oriente Médio

O Brent avança mais de 1,5%, reagindo a notícias de que os EUA ordenaram a saída de diplomatas e familiares da Arábia Saudita após ataques na região, e a relatos de que o governo Trump teria evitado, por ora, um ataque israelense ao Irã às vésperas das eleições americanas. A combinação de risco de oferta e instabilidade regional mantém o mercado de energia em estado de alerta, com impacto direto sobre custos de produção e cadeias globais de suprimento.

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Juros americanos sobem; BC da Coreia do Sul pausa ciclo

O yield da T-Note de 10 anos opera acima de 5,1%, pressionado por incertezas fiscais e pelo ambiente de juros altos por mais tempo nos EUA. No front internacional, o banco central da Coreia do Sul decidiu manter a taxa básica em 3% após aumentos consecutivos, sinalizando uma pausa no ciclo de aperto, movimento que analistas monitoram como indicador do apetite regional por desaceleração monetária. O DXY opera praticamente estável, sem grandes movimentos no dólar frente a outras moedas.

Agenda leve no Brasil; Bradesco e Datafolha no radar

No Brasil, a agenda econômica oficial não traz grandes gatilhos para hoje. O destaque fica por conta do balanço do Bradesco e de uma nova rodada da pesquisa Datafolha para a corrida presidencial, que deve movimentar o debate político-econômico. A arrecadação federal também entra no radar dos analistas como termômetro das contas públicas, num momento em que o mercado acompanha de perto a evolução do quadro fiscal.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇺🇸 Pedidos de seguro-desemprego 🐂🐂
  • 🇺🇸 Estoques de gás natural 🐂
  • 🇰🇷 Banco central Coreia do Sul: BC mantém taxa básica de juros em 3%: Banco central da Coreia do Sul decidiu manter a taxa básica em 3% após aumentos consecutivos.

Com o ambiente externo adverso, bolsas asiáticas em queda, petróleo em alta e juros americanos pressionados, o Ibovespa deve enfrentar um início de sessão volátil. Investidores seguirão atentos aos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, ao balanço do Bradesco e a qualquer sinalização adicional sobre o front geopolítico no Oriente Médio.