Bolsa recua cerca de 0,86% no pregão, enquanto o dólar opera praticamente estável, em movimento contrário ao exterior, pressionado por nova pesquisa eleitoral.

O mercado brasileiro fechou o pregão desta tarde sob pressão doméstica. O Ibovespa recuou e o dólar se manteve estável próximo dos R$ 5,02, ignorando o tom positivo do exterior, onde Wall Street e bolsas europeias avançaram com força. O principal vetor de divergência foi o cenário político interno, com nova pesquisa eleitoral adicionando incerteza ao ambiente local a poucos dias do segundo turno.

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Fator eleitoral pesa e separa Brasil do exterior

Enquanto índices americanos e europeus fecharam em alta consistente, o mercado brasileiro operou na contramão. A divulgação de nova pesquisa da Quaest sobre o segundo turno das eleições, a quatro dias do pleito, elevou a percepção de incerteza política e funcionou como freio para o apetite por risco local. O dólar, que cederia em um cenário puramente externo, manteve-se firme, refletindo a demanda por proteção cambial diante do imprevisível desfecho eleitoral.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,00% 5,024
Ibovespa ▼ 0,86% 206.495
Dow Jones ▲ 0,69% 52.856
S&P 500 ▲ 0,58% 7.757
Nasdaq ▲ 1,05% 26.703
Stoxx 600 ▲ 0,87% 644,49
FTSE 100 ▲ 0,19% 10.753
Petróleo Brent ▼ 0,69% 109,73
Bitcoin ▲ 2,14% 84.716
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,57% 5,146

Às 18h30 (Horário de Brasília)21/10/2026

Wall Street avança puxada por resultados corporativos robustos

Do lado positivo do dia, os mercados americanos registraram ganhos expressivos, com o Nasdaq liderando a alta. O movimento foi alimentado por uma safra favorável de balanços corporativos: IBM e Meta divulgaram resultados acima do esperado no terceiro trimestre de 2026, e a Tesla também surpreendeu positivamente em lucro e fluxo de caixa. O bom humor em Nova York não foi suficiente, porém, para contaminar o pregão local, dado o peso do ruído político interno.

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Bitcoin sobe mais de 2%; petróleo recua e limita pressão inflacionária

No mercado de criptoativos, o Bitcoin avançou mais de 2% no dia, acompanhando o apetite por risco global fora do Brasil. Já o petróleo Brent operou em leve queda, abaixo dos US$ 110 por barril, o que atenua parte da pressão sobre custos de energia e importações, um alívio marginal para o cenário inflacionário doméstico. O yield do Treasury de 10 anos voltou a subir, mantendo o dólar forte globalmente e limitando espaço para valorização de emergentes.

BradSaúde e STF destacam-se no noticiário corporativo e jurídico

No campo corporativo, a BradSaúde (SAUD3) divulgou lucro de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre e anunciou R$ 1 bilhão em dividendos, segundo informou a InfoMoney, em dado que pode movimentar o papel nas próximas sessões. No âmbito jurídico-tributário, o STF decidiu excluir o ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins, uma decisão com potencial impacto fiscal para empresas do setor de serviços.

O pregão desta quarta-feira evidenciou uma dinâmica de descolamento entre o Brasil e o exterior, com o fator eleitoral funcionando como variável dominante sobre qualquer impulso externo positivo. No próximo pregão, o mercado deve continuar monitorando de perto o cenário político interno, com o segundo turno se aproximando, além de qualquer sinal adicional sobre juros nos Estados Unidos, dado o nível elevado dos yields dos Treasuries.