O conselho de administração da Meta aprovou a criação de uma nova classe de ações ordinárias, denominada Classe C, sem direito a voto, em uma reformulação da estrutura de capital da companhia voltada a sustentar o ritmo acelerado de investimentos em inteligência artificial e infraestrutura tecnológica. A decisão foi anunciada em comunicado divulgado junto com os resultados do terceiro trimestre de 2026.

A nova categoria permitirá à empresa levantar recursos no mercado, remunerar funcionários com participação acionária, financiar eventuais aquisições e cobrir outras necessidades corporativas sem alterar o equilíbrio de poder dentro da companhia. O modelo preserva o controle do fundador e CEO Mark Zuckerberg sobre as decisões estratégicas, já que os papéis Classe C não conferem direito de voto aos seus detentores.

Segundo o Valor Econômico, a Meta destacou em seu comunicado que a transformação em curso no setor de tecnologia, impulsionada pela inteligência artificial, exige comprometimento de capital em escala elevada, abrangendo a expansão de data centers, o aumento da capacidade computacional e o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

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Como parte da operação, a empresa planeja distribuir um dividendo extraordinário na proporção de uma ação Classe C para cada ação Classe A e Classe B atualmente em circulação. A medida amplia o número de papéis disponíveis no mercado sem modificar a estrutura de governança existente.

A reformulação reflete uma estratégia adotada por outras grandes companhias de tecnologia para equilibrar acesso a capital e manutenção do controle fundador, em um momento em que os investimentos em infraestrutura de IA demandam volumes crescentes de recursos. O mercado acompanha os desdobramentos da medida e seus potenciais efeitos sobre a capitalização e a liquidez dos ativos da Meta.

Editorial BolsaNews

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