Índice registra melhor semana desde março de 2020 e dólar acumula queda de 4,44% na semana pós-primeiro turno eleitoral

O pregão desta sexta-feira consolidou uma semana histórica para o mercado brasileiro. O Ibovespa renovou sua máxima de fechamento e encerrou acima dos 209 mil pontos, ao mesmo tempo em que o dólar cedeu e ficou abaixo de R$ 5, acumulando a maior queda semanal pós-primeiro turno desde a criação do real. O ambiente eleitoral doméstico, combinado a um exterior favorável, ditou o tom do dia.

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Eleição domina agenda e impulsiona ativos brasileiros

O principal motor do mercado local ao longo da semana foi o cenário político-eleitoral. A leitura predominante entre os agentes financeiros é de que os resultados do primeiro turno reduziram incertezas de curto prazo, favorecendo a busca por ativos de risco brasileiros. O movimento se refletiu também nos juros longos, que recuaram durante o dia após novas pesquisas eleitorais ofuscarem dados de inflação que poderiam pressionar as taxas.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,53% 4,991
Ibovespa ▲ 1,38% 209.067
Dow Jones ▲ 0,83% 51.655
S&P 500 ▲ 0,59% 7.812
Nasdaq ▲ 0,64% 27.366
Stoxx 600 ▲ 0,91% 631,55
FTSE 100 ▲ 1,06% 10.552
Petróleo Brent ▲ 1,47% 104,43
Bitcoin ▲ 0,97% 82.486
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,25% 5,244

Às 18h30 (Horário de Brasília)09/10/2026

Construtoras e varejo lideram altas; telecom sob pressão

Entre os destaques individuais do Ibovespa na semana, MRV, Cury e Tenda acumularam saltos de até 21%, impulsionadas por prévias operacionais do terceiro trimestre e pelo otimismo eleitoral com possíveis efeitos para o setor habitacional. No varejo, MGLU3 saltou 60% na semana. No sentido oposto, TIM e Vivo operaram em queda após movimentação da Starlink que acende debate sobre a entrada da operadora de satélites como quarta grande concorrente no mercado de telecomunicações brasileiro.

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Petróleo avança com sinais de oferta russa ao mercado global

No cenário internacional, o petróleo Brent avançou cerca de 1,5% no dia, contribuindo para sustentar o humor positivo em bolsas ao redor do mundo. O movimento ocorreu após declarações de Putin sinalizando disposição da Rússia em fornecer energia aos mercados globais e após os EUA emitirem licença geral para o fornecimento de diesel russo, segundo informou o Valor Econômico. O ambiente de commodities aquecidas favoreceu papéis ligados ao setor no Ibovespa.

Wall Street sobe com balanços; yield do Treasury permanece elevado

As bolsas americanas fecharam em alta, com Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq todos no campo positivo, sustentados por resultados corporativos que seguem como pano de fundo positivo. O mercado europeu também avançou, com Stoxx 600 e FTSE 100 em alta. O ponto de atenção permanece no yield do Treasury de 10 anos, que segue em patamar elevado, acima de 5,2%, sinalizando que o custo do dinheiro nos EUA permanece como variável de risco para mercados emergentes no horizonte.

Com o Ibovespa registrando sua melhor performance semanal em mais de quatro anos e o dólar recuando de forma expressiva, a semana encerra em tom claramente positivo para os ativos brasileiros. No próximo pregão, o mercado segue monitorando o cenário eleitoral doméstico e possíveis dados de inflação e atividade nos EUA que possam movimentar os yields dos Treasuries, variável que permanece como principal fonte de volatilidade externa para o Brasil.