Índice avança cerca de 3% no pregão, maior patamar desde maio, impulsionado por fluxo estrangeiro e reação do mercado a pesquisa eleitoral.
O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira no maior nível desde maio, marcando a 11ª vitória consecutiva em um pregão dominado por fluxo estrangeiro e pela repercussão de uma nova pesquisa eleitoral que reduziu a distância entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro. O dólar recuou com força e retornou ao patamar de R$ 5,10, enquanto as taxas dos DIs também cederam no mercado de juros futuros.
Pesquisa eleitoral movimenta bolsa e câmbio
O principal catalisador doméstico do dia foi a divulgação de pesquisa que mostrou Flávio Bolsonaro se aproximando do presidente Lula nas intenções de voto, criando um cenário de maior competitividade eleitoral. O mercado reagiu positivamente ao movimento, interpretando um eventual reequilíbrio político como fator favorável ao ambiente de negócios. O impacto foi sentido do câmbio aos juros futuros, com os DIs fechando em queda ao longo da curva.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▼ 1,12% | 5,095 |
| Ibovespa | ▲ 3,05% | 185.205 |
| Dow Jones | ▲ 0,56% | 53.062 |
| S&P 500 | ▲ 0,46% | 7.667 |
| Nasdaq | ▲ 0,45% | 26.218 |
| Stoxx 600 | ▼ 0,17% | 645,91 |
| FTSE 100 | ▼ 0,30% | 10.756 |
| Petróleo Brent | ▼ 0,23% | 95,23 |
| Bitcoin | ▼ 0,19% | 77.251 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▲ 0,00% | 4,796 |
Às 18h30 (Horário de Brasília)02/09/2026
Magalu e Banco do Brasil lideram altas individuais
Entre os destaques do pregão, Magazine Luiza (MGLU3) disparou cerca de 16% após anunciar parceria comercial com o Mercado Livre, segundo o InfoMoney. Banco do Brasil (BBAS3) também figurou entre os maiores ganhos do índice, avançando mais de 5%, impulsionado pela divulgação de novo valor de juros sobre capital próprio (JCP) e pela reação positiva à pesquisa eleitoral, dado o peso de empresas estatais na sensibilidade ao cenário político.
Wall Street sobe, mas Europa recua no dia
O cenário externo contribuiu de forma parcial. As bolsas americanas fecharam em alta moderada, com S&P 500 e Nasdaq avançando perto de 0,5%, oferecendo um pano de fundo construtivo para os mercados emergentes. Na contramão, as praças europeias encerraram o dia no vermelho, com o Stoxx 600 operando em leve queda. O yield da T-Note de 10 anos ficou estável, sem pressão adicional sobre o custo do capital global.
Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio
O petróleo Brent fechou com leve alta, sustentado pelas tensões geopolíticas ainda elevadas no Oriente Médio. O movimento não chegou a exercer pressão relevante sobre o mercado local, mas manteve o ativo no radar de investidores atentos ao impacto sobre inflação global e política monetária dos bancos centrais. O Bitcoin, por sua vez, operou próximo à estabilidade, sem influência perceptível no apetite a risco doméstico.
O pregão desta quarta-feira reforçou o momento técnico positivo da bolsa brasileira, que encerra o dia em patamar histórico recente com sequência expressiva de altas. No próximo pregão, o mercado seguirá monitorando a evolução do cenário político interno, o comportamento do fluxo estrangeiro e eventuais sinalizações do ambiente externo, fatores que têm ditado o ritmo dos ativos brasileiros nas últimas semanas.





