Petrobras e cenário eleitoral doméstico impulsionaram o índice; taxas longas cederam com queda dos yields dos Treasuries.
O Ibovespa fechou esta quinta-feira em alta de cerca de 1%, encerrando o pregão acima dos 206 mil pontos, enquanto o dólar cedeu levemente e ficou abaixo dos R$ 5,02. O principal impulso veio de Petrobras, favorecida pela forte alta do petróleo Brent no mercado internacional, com o cenário eleitoral doméstico também no radar dos investidores. No exterior, o dia foi de divergência: enquanto o Dow Jones sustentou leve alta, S&P 500 e Nasdaq recuaram.
Petrobras lidera ganhos; Magalu também se destaca
Petrobras foi o principal vetor positivo do Ibovespa no dia, beneficiada pela disparada do Brent, que avançou mais de 1,5% e superou os US$ 103 por barril. O movimento favoreceu as ações ligadas ao setor de energia e deu sustentação ao índice ao longo de toda a sessão. Outro destaque foi Magalu (MGLU3), que acumulou nova alta expressiva, somando-se a um salto de 27% registrado no acumulado da semana, movimento que reflete reposicionamento de investidores em papéis de varejo mais sensíveis ao ciclo doméstico.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▼ 0,10% | 5,017 |
| Ibovespa | ▲ 0,94% | 206.220 |
| Dow Jones | ▲ 0,10% | 51.232 |
| S&P 500 | ▼ 0,47% | 7.765 |
| Nasdaq | ▼ 1,25% | 27.193 |
| Stoxx 600 | ▼ 0,69% | 625,51 |
| FTSE 100 | ▼ 0,16% | 10.442 |
| Petróleo Brent | ▲ 1,53% | 103,92 |
| Bitcoin | ▼ 1,99% | 81.615 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▼ 0,87% | 5,231 |
Às 18h31 (Horário de Brasília)08/10/2026
Juros longos recuam com Treasuries e eleições no radar
As taxas dos contratos de juros futuros de prazo mais longo registraram quedas firmes ao longo do pregão, influenciadas pelo recuo dos yields dos títulos do Tesouro americano, o T-Note de 10 anos cedeu quase 0,9%, aliviando parte da pressão sobre os ativos de risco globais. No front doméstico, o segundo turno das eleições municipais manteve atenção do mercado, especialmente diante da movimentação de partidos e governadores em torno dos pleitos regionais mais disputados.
Wall Street divide-se; chips pesam sobre Nasdaq
Nos Estados Unidos, o dia foi de desempenho misto. O Dow Jones fechou com variação marginal positiva, mas S&P 500 e Nasdaq recuaram, pressionados pela alta do petróleo, que eleva custos para setores intensivos em energia, e pelo desempenho negativo das ações de semicondutores. A divergência entre os índices americanos reflete um mercado cauteloso, que digere o impacto de commodities energéticas mais caras sobre as margens corporativas. O Stoxx 600 europeu também fechou no vermelho.
Bitcoin recua; petróleo sustenta alta relevante
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin operou em queda de cerca de 2%, abaixo dos US$ 82 mil, refletindo o apetite mais seletivo por risco em parte dos mercados globais. Em sentido oposto, o petróleo Brent foi o ativo com performance mais destacada do dia, a valorização acima de 1,5% impactou diretamente as ações de energia no Ibovespa e alimentou preocupações inflacionárias nos mercados desenvolvidos, contribuindo para o recuo de S&P 500 e Nasdaq.
Com o Ibovespa renovando patamares historicamente elevados e o dólar operando abaixo dos R$ 5,02, o mercado local mostrou resiliência mesmo diante de um exterior sem direção única. No próximo pregão, o comportamento do petróleo, os desdobramentos do cenário eleitoral doméstico e a movimentação dos yields americanos devem seguir como variáveis-chave para o desempenho dos ativos brasileiros.





