Petrobras disparou cerca de 3% e puxou o índice, enquanto bolsas de NY fecharam em queda com escalada do conflito EUA-Irã

O Ibovespa fechou em alta e conquistou a nona vitória consecutiva, com Petrobras entre os principais destaques do dia: a estatal avançou cerca de 3% e deu tração ao índice. O dólar recuou levemente, pressionado pela fixação da Ptax e por movimentos ligados ao ambiente eleitoral doméstico. O bom desempenho local contrastou com Wall Street, que fechou no campo negativo diante da escalada do conflito entre EUA e Irã.

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Petrobras dispara e sustenta o Ibovespa no positivo

A performance da Petrobras foi o principal motor do Ibovespa nesta sessão, com valorização em torno de 3%, movimento que, pelo peso da estatal no índice, foi decisivo para o resultado positivo do pregão. Ainda assim, agosto encerrou no campo negativo para a bolsa brasileira: segundo o InfoMoney, o mês acumulou 11 perdas e apenas 9 vitórias, configurando um ciclo difícil para o índice apesar da sequência recente de altas.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,01% 5,185
Ibovespa ▲ 1,00% 177.419
Dow Jones ▼ 0,70% 53.186
S&P 500 ▼ 0,33% 7.686
Nasdaq ▼ 0,12% 26.371
Stoxx 600 ▼ 0,65% 651,10
FTSE 100 ▲ 0,29% 10.824
Petróleo Brent ▼ 1,79% 88,53
Bitcoin ▲ 1,66% 78.972
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,81% 4,758

Às 18h30 (Horário de Brasília)31/08/2026

Wall Street recua com tensões EUA-Irã; yields sobem

As principais bolsas norte-americanas fecharam em queda, pressionadas pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou a aversão ao risco globalmente. O movimento veio acompanhado de alta nos juros dos Treasuries de 10 anos, que voltaram a operar próximos de 4,76%, nível que historicamente pesa sobre ativos de risco. O petróleo Brent também cedeu quase 2%, o que amenizou parte do impulso que poderia ter vindo para os papéis de energia.

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Orçamento 2027 aciona gatilhos e sinaliza aperto fiscal

No front doméstico, o orçamento de 2027 ganhou destaque ao prever superávit primário de R$ 18,6 bilhões. Conforme o Valor Econômico, o texto acionou quatro gatilhos de contenção de gastos, indicando que o caminho para o equilíbrio fiscal segue apertado. O dado reforça o monitoramento que o mercado mantém sobre a trajetória das contas públicas brasileiras, fator sensível para a percepção de risco do país.

Bitcoin avança; Europa e commodities recuam

No mercado de criptoativos, o Bitcoin operou em alta de cerca de 1,7%, acima dos US$ 78 mil, na contramão do apetite moderado ao risco visto em outras classes. Na Europa, o Stoxx 600 fechou em queda, enquanto o FTSE 100 londrino foi exceção e avançou levemente. O petróleo Brent recuou para a faixa de US$ 88,50, refletindo tanto a cautela geopolítica quanto alguma moderação na demanda global.

Com agosto encerrado no negativo para o Ibovespa, apesar da sequência final de altas, o mercado entra em setembro de olho nos próximos sinais fiscais domésticos e na evolução das tensões geopolíticas que pesaram sobre Wall Street nesta sessão. O comportamento do dólar e dos juros longos americanos seguirá como referência de curto prazo para os ativos locais.