Índice avança quase 2% no pregão, revertendo perdas da véspera; dólar recua abaixo de R$ 5,10 com melhora do apetite global a risco
O Ibovespa fechou em alta robusta nesta quinta-feira, em um pregão descrito pela InfoMoney como ‘inverso ao da véspera’, impulsionado pela melhora do cenário externo e por resultados corporativos acima do esperado. O dólar recuou com clareza frente ao real, refletindo o movimento global de busca por ativos de risco. A combinação de dados econômicos nos EUA e no Brasil que aliviaram pressões sobre os juros completou o quadro favorável ao mercado doméstico.
Balanços do 2T movem ações para os dois lados
A temporada de resultados do segundo trimestre ditou o ritmo das ações individuais no pregão. Pelo lado positivo, a Intelbras (INTB3) saltou cerca de 8% após divulgar resultados trimestrais que a XP Investimentos, conforme informou a InfoMoney, classificou como ‘uma das melhores histórias de execução’. A Motiva (MOTV3) também avançou cerca de 5% com resultado acima do esperado e surpresa positiva no capex. A Multiplan (MULT3) reportou lucro de R$ 427 milhões no segundo trimestre, crescimento de 61,7% na comparação anual e acima das projeções, segundo o Valor Econômico. No campo negativo, a Usiminas desabou 9,25% após entregar um balanço considerado em linha no 2T, mas com perspectivas para o restante do ano que decepcionaram o mercado, conforme reportou a InfoMoney.
FINBANKInvestimentos, cartão e crédito em um só lugar.CONTEÚDO PUBLICITÁRIO FICTÍCIO| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▼ 1,10% | 5,061 |
| Ibovespa | ▲ 1,88% | 177.159 |
| Dow Jones | ▲ 1,19% | 52.208 |
| S&P 500 | ▲ 1,66% | 7.438 |
| Nasdaq | ▲ 2,78% | 25.122 |
| Stoxx 600 | ▲ 0,83% | 649,95 |
| FTSE 100 | ▼ 0,10% | 10.897 |
| Petróleo Brent | ▼ 0,06% | 89,45 |
| Bitcoin | ▲ 1,23% | 64.684 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▲ 0,89% | 4,663 |
Às 18h30 (Horário de Brasília)30/07/2026
Juros futuros recuam com dados e apetite a risco
As taxas dos contratos de juros futuros nas partes curta e intermediária da curva recuaram ao longo do dia, em movimento alinhado à retomada do apetite por risco globalmente, conforme reportaram InfoMoney e Valor Econômico. Dados econômicos divulgados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos contribuíram para aliviar a percepção de pressão inflacionária de curto prazo, favorecendo ativos domésticos de maior risco. O movimento nos juros deu suporte adicional ao desempenho do Ibovespa e ajudou a pressionar o dólar para baixo.
Wall Street avança com Apple e tech no radar
As bolsas americanas fecharam em alta disseminada, com o Nasdaq liderando os ganhos entre os principais índices, puxado pelo setor de tecnologia. As vendas de iPhones da Apple atingiram US$ 54,2 bilhões no terceiro trimestre fiscal da companhia, conforme informou o Valor Econômico, reforçando o tom positivo para o setor. O S&P 500 e o Dow Jones também subiram com consistência, oferecendo o pano de fundo externo favorável que sustentou o desempenho dos mercados emergentes, incluindo o Brasil. O yield do Treasury de 10 anos operou com leve alta, mas sem intensidade suficiente para frear o apetite por risco.
FINBANKInvestimentos, cartão e crédito em um só lugar.CONTEÚDO PUBLICITÁRIO FICTÍCIOAmbev e Bradsaúde: reações distintas no varejo financeiro
A Ambev (ABEV3) fechou com leve alta mesmo após frustrar projeções do mercado no segundo trimestre, apesar de ter registrado lucro robusto no período, segundo a InfoMoney, sinal de que o resultado, embora abaixo das estimativas, não trouxe surpresas suficientemente negativas para derrubar o papel. Já a Bradsaúde (SAUD3) avançou cerca de 5% depois que o JPMorgan retomou a cobertura do papel após período de restrição, com viés positivo para o ativo, conforme reportou a InfoMoney, atraindo fluxo comprador ao longo do pregão.
O pregão desta quinta-feira evidenciou a sensibilidade do mercado brasileiro à combinação de resultados corporativos e humor externo, com papéis premiando ou punindo execuções trimestrais de forma acentuada. No próximo pregão, a continuidade da temporada de balanços e eventuais sinalizações de política monetária nos EUA e no Brasil devem seguir como os principais vetores de volatilidade para o Ibovespa e para o câmbio.