Índice avança 1,85% no dia e acumula alta de 2,45% na semana; setor bancário lidera ganhos enquanto DIs fecham em queda.
O pregão desta sexta-feira terminou com duplo alívio para o investidor brasileiro: o Ibovespa fechou em forte alta, puxado principalmente pelos bancos, enquanto o dólar cedeu cerca de 1%, voltando ao patamar abaixo de R$ 5,15. O movimento reflete uma combinação de fatores externos, recuperação das bolsas americanas e estabilização dos rendimentos dos Treasuries, com elementos domésticos, incluindo o contato entre os presidentes Lula e Trump e o radar das eleições municipais.
Bancos lideram alta e Ibovespa acumula ganho semanal
O setor financeiro foi o principal motor do Ibovespa na sessão, com os grandes bancos registrando valorizações relevantes. O índice terminou a semana com acumulado positivo de 2,45%, apagando parte das perdas recentes. As taxas dos DIs acompanharam o movimento de alívio, fechando em queda e descolando do comportamento dos juros americanos, movimento que reflete, em parte, a percepção do mercado sobre o cenário eleitoral e o ambiente político local.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▼ 1,06% | 5,138 |
| Ibovespa | ▲ 1,85% | 171.032 |
| Dow Jones | ▲ 0,98% | 53.277 |
| S&P 500 | ▲ 0,43% | 7.674 |
| Nasdaq | ▲ 0,43% | 26.180 |
| Stoxx 600 | ▲ 0,51% | 654,18 |
| FTSE 100 | ▲ 0,64% | 10.817 |
| Petróleo Brent | ▲ 0,28% | 93,87 |
| Bitcoin | ▲ 6,99% | 78.119 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▲ 0,89% | 4,738 |
Às 18h30 (Horário de Brasília)21/08/2026
Wall Street se recupera com arrefecimento dos Treasuries
As bolsas americanas fecharam em alta, reduzindo as perdas acumuladas ao longo da semana, que foi marcada pela pressão dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. O yield do T-Note de 10 anos encerrou próximo de 4,74%, ligeiramente acima da véspera, mas sem o ímpeto de alta que havia pesado sobre os ativos de risco nos dias anteriores. O Dow Jones avançou quase 1%, enquanto S&P 500 e Nasdaq subiram cerca de 0,4%, oferecendo suporte ao apetite por risco global e favorecendo os mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Lula e Trump: contato político repercute no câmbio
Segundo o Valor Econômico, o presidente Lula defendeu a integridade do processo eleitoral brasileiro em conversa com Donald Trump. O contato entre os dois líderes, somado à movimentação de Lula em articular no Congresso a votação da MP conhecida como ‘taxa das blusinhas’, ganhou atenção do mercado ao longo do dia. O ambiente político doméstico, incluindo o calendário eleitoral no radar, contribuiu para o recuo do dólar e para o fechamento em queda das taxas de juros futuros.
Bitcoin dispara quase 7%; petróleo sobe com tensão geopolítica
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin avançou quase 7% na sessão, superando a marca de US$ 78 mil, em movimento que reflete o retorno do apetite por ativos de risco no exterior. Já o petróleo Brent operou com alta moderada, de cerca de 0,3%, após ameaças do presidente americano de impor novas sanções a parceiros comerciais do Irã, fator que adicionou um prêmio de risco geopolítico à commodity. A Petrobras, por sua vez, anunciou o início de negociações para quatro blocos marítimos na Bacia de Keta, em Gana, ampliando sua presença internacional.
Com o fechamento desta sexta, o mercado encerra a semana em terreno positivo, após dias de pressão vinda dos juros americanos. Para o próximo pregão, o comportamento dos Treasuries, eventuais desdobramentos políticos domésticos e o avanço das discussões no Congresso tendem a permanecer no centro das atenções dos investidores.





