Bolsas americanas avançaram mais de 1% com Palantir liderando ganhos em tech; petróleo Brent despencou mais de 7% no dia

O Ibovespa terminou o dia estável, sem força para acompanhar a euforia de Wall Street, onde S&P 500 e Nasdaq avançaram com vigor puxados pelo setor de tecnologia. O dólar fechou em leve alta frente ao real. O principal fator de divergência foi a queda abrupta do petróleo Brent, mais de 7% no dia,, que pressionou as ações de Petrobras e Vale, dois dos maiores pesos do índice brasileiro.

Wall Street dispara, mas Ibovespa fica no zero

Enquanto Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq registraram altas expressivas, com o Nasdaq liderando em torno de 2%,, o Ibovespa não conseguiu traduzir esse otimismo externo em ganhos. Conforme noticiou o Valor Econômico, as perdas de Vale e Petrobras funcionaram como âncora negativa para o índice, neutralizando o impulso que viria do exterior. O movimento expõe a vulnerabilidade da bolsa brasileira à composição setorial concentrada em commodities.

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Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,19% 5,084
Ibovespa ▲ 0,00% 178.000
Dow Jones ▲ 1,32% 53.178
S&P 500 ▲ 1,48% 7.600
Nasdaq ▲ 2,13% 25.914
Stoxx 600 ▲ 0,38% 652,09
FTSE 100 ▼ 0,10% 10.858
Petróleo Brent ▼ 7,33% 83,51
Bitcoin ▲ 0,26% 63.666
T-Note 10 anos (yield) ▼ 1,24% 4,686

Às 18h30 (Horário de Brasília)03/08/2026

Petróleo afunda mais de 7% e arrasta pesos-pesados

O Brent registrou uma das quedas diárias mais intensas do ano, recuando mais de 7%, o que impactou diretamente as ações de empresas ligadas ao setor de energia e mineração listadas no Ibovespa. Petrobras e Vale, que juntas respondem por fatia relevante do índice, operaram em queda durante o pregão, segundo informações do Valor Econômico e da InfoMoney. O recuo do petróleo refletiu uma combinação de fatores ligados à oferta global e ao cenário macroeconômico internacional.

Palantir e tech impulsionam Wall Street; juros cedem

O mercado americano reagiu positivamente a resultados corporativos do setor de tecnologia. Conforme informou a InfoMoney, a Palantir registrou um trimestre considerado excepcional, elevou suas projeções e viu suas ações dispararem cerca de 9%, contribuindo para puxar o Nasdaq. Em paralelo, os yields dos Treasuries recuaram, a T-Note de 10 anos cedeu mais de 1%,, o que aliviou a pressão sobre ativos de risco globais e favoreceu a queda das taxas dos DIs no mercado doméstico.

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Juros futuros cedem; curva de DI achata no Brasil

No mercado doméstico de renda fixa, as taxas dos contratos de DI futuro operaram em queda ao longo do dia, acompanhando o recuo dos rendimentos dos Treasuries americanos e o alívio nos prêmios de risco, de acordo com o Valor Econômico. A curva apresentou movimento de achatamento, refletindo uma queima de prêmios. O cenário contribuiu para certa estabilidade no câmbio, embora o dólar ainda tenha fechado em leve alta frente ao real.

O próximo pregão terá como pano de fundo a continuidade do fluxo de resultados corporativos nos Estados Unidos e a evolução do quadro de tarifas comerciais, 25 estados americanos entraram com ação judicial contra o governo Trump por tarifas que também atingem o Brasil, conforme reportou a InfoMoney, tema que segue no radar. A dinâmica do petróleo e o comportamento das blue chips locais devem continuar como variáveis centrais para o desempenho do Ibovespa.