Índice ensaiou rali intraday mas perdeu fôlego; petróleo Brent sobe mais de 1,6% e yields do Treasury de 10 anos avançam, pressionando o humor global.

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira praticamente estável, apagando boa parte dos ganhos acumulados ao longo do dia após chegar a romper os 176 mil pontos. O dólar recuou de forma discreta frente ao real. O cenário foi moldado por uma combinação de dados de inflação doméstica abaixo do esperado, resultado da Nvidia que decepcionou as projeções do mercado e a alta dos yields dos Treasuries americanos, que pesou sobre o humor dos investidores globais.

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Nvidia decepciona e Wall Street fecha em queda

As bolsas americanas encerraram o dia em território negativo, com o destaque negativo recaindo sobre o setor de tecnologia. A Nvidia reportou receita de US$ 96,2 bilhões e lucro de US$ 59,7 bilhões no segundo trimestre fiscal, números expressivos, mas as projeções divulgadas pela empresa ficaram aquém das expectativas do mercado, gerando frustração. O movimento refletiu o peso que as grandes empresas de tecnologia têm sobre os índices americanos e, por extensão, sobre o sentimento global.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,06% 5,144
Ibovespa ▲ 0,01% 174.586
Dow Jones ▼ 0,21% 53.464
S&P 500 ▼ 0,02% 7.676
Nasdaq ▼ 0,08% 26.130
Stoxx 600 ▼ 0,04% 656,41
FTSE 100 ▼ 0,07% 10.878
Petróleo Brent ▲ 1,62% 86,56
Bitcoin ▲ 0,26% 78.729
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,54% 4,664

Às 18h30 (Horário de Brasília)26/08/2026

Yields em alta e inflação: duplo sinal de cautela

O yield do Treasury de 10 anos avançou para a faixa de 4,66%, sinalizando cautela com a trajetória dos juros nos Estados Unidos após dados econômicos divulgados ao longo do dia. No Brasil, o IPCA-15 veio com deflação, oferecendo um contraponto doméstico positivo, mas sem força suficiente para sustentar a alta do Ibovespa no período da tarde. As taxas dos DIs locais encerraram com variações modestas, refletindo o equilíbrio entre os dois vetores.

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Petróleo em alta; Fazenda defende imposto de exportação

O petróleo Brent registrou alta superior a 1,6%, operando acima de US$ 86 por barril, movimento que tende a impactar ações do setor de energia listadas na bolsa brasileira. No front doméstico, o Ministério da Fazenda defendeu a prorrogação por dois meses do imposto de exportação sobre petróleo, tema que permanece no radar do mercado por seu potencial efeito sobre receitas e sobre papéis do setor.

Mineração e terras raras: acordo bilionário em Minas Gerais

Segundo o Valor Econômico, uma mineradora australiana fechou acordo de R$ 2 bilhões para a instalação de um centro de refino de terras raras em Minas Gerais. O movimento reforça o interesse externo no potencial mineral brasileiro, especialmente em insumos críticos para a cadeia de energia limpa e tecnologia, segmento que tem atraído atenção crescente de investidores institucionais.

O mercado encerra a sessão em compasso de espera, com o Ibovespa acumulando uma sequência positiva nos últimos pregões, mas sem catalisadores domésticos fortes o suficiente para sustentar rompimentos. Para o próximo pregão, o mercado seguirá monitorando os desdobramentos do resultado da Nvidia sobre o setor de tecnologia global, o comportamento dos yields americanos e eventuais sinalizações sobre a política fiscal doméstica.