O ouro encerrou a semana com queda de 4,09%, fechando em US$ 4.010, a maior perda semanal em mais de quatro meses, segundo a Reuters. O ativo tocou a mínima de US$ 3.989,19 ao longo dos cinco pregões, operando próximo ao patamar psicológico de US$ 4.000, antes de recuperar levemente no fechamento de sexta-feira.

Desempenho semanal

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos

Publicidade

O movimento é classificado como macro combinado com fluxo. O driver central foi a alta do petróleo: o Brent atingiu o nível mais alto em mais de cinco meses na semana, após ataques Houthis a infraestrutura da Arábia Saudita reacenderem preocupações com oferta de energia, de acordo com Reuters e CNBC. O encarecimento do petróleo alimentou temores de inflação persistente nos Estados Unidos, reforçando a narrativa de juros altos por mais tempo pelo Federal Reserve. O economista Hamad Hussain, da Capital Economics, citado pela CNBC, avaliou que essa dinâmica reduz a atratividade relativa do ouro. O risco geopolítico no Oriente Médio, nesta semana, beneficiou o petróleo, não o metal.

Tecnicamente, o preço de fechamento de US$ 4.010 opera abaixo das duas médias móveis de referência: a MM100 diária está em US$ 4.263,11 e a MM200 diária em US$ 4.532,91, distâncias de 6,3% e 13,0%, respectivamente. A máxima semanal de US$ 4.211,20, registrada no início dos pregões, converteu-se em resistência imediata. A mínima de US$ 3.989,19 representa o suporte mais recente e testado; abaixo desse nível, o ativo opera em território de mínima de três meses.

Estrutura de tendência diária

Publicidade

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView

Para a próxima semana, três pontos merecem acompanhamento: (1) a reunião de política monetária do Federal Reserve na semana seguinte, cujo comunicado pode alterar a percepção sobre o ritmo de juros; (2) a divulgação do índice PCE, principal termômetro de inflação do Fed, prevista para o mesmo período; (3) o comportamento do preço frente ao suporte de US$ 3.989 e à resistência de US$ 4.211, limites definidos pela amplitude desta semana.

Desempenho sazonal comparativo

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView

Editorial BolsaNews