Radar Semanal | Ouro: CPI brando abre máxima de dois meses, mas PPI freia o rali
Ouro avança +0,91% na semana, toca US$ 4.445 após CPI de julho em linha, mas recua com PPI e fecha em US$ 4.380.
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Ouro avança +0,91% na semana, toca US$ 4.445 após CPI de julho em linha, mas recua com PPI e fecha em US$ 4.380.
As ações da Workday registraram forte alta após relatos de que a gestora de private equity Silver Lake estaria em conversas para adquirir a companhia. O movimento chama atenção do mercado de tecnologia e coloca em foco uma possível onda de consolidação no segmento de software empresarial. A operação, se confirmada, teria potencial para ser uma das maiores transações do setor nos últimos anos.
A inflação ao consumidor nos Estados Unidos registrou alta de 0,1% em julho, com o acumulado de 12 meses recuando para 3,4%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% no mês e 2,5% no período anual. O resultado pode influenciar a decisão do Federal Reserve sobre juros em setembro.
O Ibovespa abreu o pregão desta quarta-feira próximo à estabilidade, sem desvio relevante para nenhuma direção. O dólar registra leve alta na mesma janela. O dado de inflação ao consumidor dos EUA, que veio sem surpresas, serve de pano de fundo para o comportamento moderado dos ativos.
O Bitcoin retomou o patamar de US$ 65 mil nesta segunda-feira, impulsionado por dados de emprego abaixo das expectativas nos Estados Unidos, que reduziram as apostas em um aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro. O Ethereum operava de forma mais estável, próximo de US$ 1.913. A atenção do mercado se volta agora para dois relatórios de inflação previstos para esta semana, que podem ampliar a volatilidade nos preços das criptomoedas.
O Ibovespa abriu o pregão desta terça-feira em queda e seguia recuando até o fechamento desta edição, às 11h05, pressionado por um IPCA acima das expectativas e pela leitura da ata do Copom. O dólar abriu com leve alta frente ao real. No radar do mercado, a Natura surpreendeu com o balanço do segundo trimestre, enquanto papéis do setor financeiro e de siderurgia lideram as perdas.
O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira com leve queda, pressionado por educação e logística, enquanto o dólar avançou. O setor de óleo e gás descolou do índice, impulsionado pelo petróleo acima de US$ 85. A PTAX oficial do dia consolidou a pressão cambial observada ao longo do pregão.
O Boletim Focus desta semana mostrou poucas mudanças, mas com viés negativo: a inflação esperada para 2026 continua bem acima da meta, o crescimento foi revisado para baixo e o mercado só espera mais um corte de juros no ano. O cenário combina inflação resistente, economia desacelerando e taxa Selic elevada por tempo prolongado.
A semana começa com petróleo em alta moderada e ouro praticamente estável, enquanto Wall Street abre os futuros com leve viés negativo. A agenda é densa: IPCA e ata do Copom no Brasil, CPI e PPI nos EUA, além do Focus de segunda-feira.
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda acentuada, acumulando recuo superior a 3% na semana. O movimento reflete saída de capital estrangeiro e pressão sobre papéis de varejo e seguradoras. No câmbio, o dólar recuou após dados de emprego americano mais fracos do que o esperado.
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