Índice avança mais de 1% no pregão, impulsionado por forte valorização de varejistas; moeda americana opera na mínima do dia.

O Ibovespa fechou o pregão desta sessão com ganho superior a 1%, renovando o movimento de recuperação recente do mercado doméstico. O destaque ficou por conta do setor de varejo, que liderou as altas com folga, enquanto o dólar cedeu e operou abaixo do patamar de R$ 5, combinação que favoreceu o humor positivo ao longo do dia. As telecomunicações, na contramão, concentraram as maiores pressões de venda.

Varejo em euforia: MRV, Magalu e Renner disparam

O pregão foi dominado pela valorização intensa de papéis ligados ao consumo interno. MRV, Magazine Luiza e Lojas Renner registraram altas de dois dígitos, com a varejista de moda encerrando acima de 11% e Magalu e MRV ainda mais expressivas. O movimento reflete o alívio nas taxas longas dos juros futuros, que fecharam em baixa após pesquisas eleitorais captarem atenção do mercado e ofuscarem dados de inflação divulgados no período, ambiente que tende a beneficiar empresas com dívida elevada e alta sensibilidade ao crédito.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▲ 1,38% 209.067
Dólar ▼ 0,52% 4,992

Às 21h01 (Horário de Brasília)09/10/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MRV (mrve3) ▲ 21,62% 7,820
MAGAZ LUIZA (mglu3) ▲ 19,22% 12,22
LOJAS RENNER (lren3) ▲ 11,56% 15,06
CURY S/A (cury3) ▲ 9,66% 34,52
COGNA ON (cogn3) ▲ 8,53% 3,180

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
TELEF BRASIL (vivt3) ▼ 5,25% 30,35
TIM (tims3) ▼ 4,18% 18,10
AUREN (aure3) ▼ 2,93% 15,59
CAIXA SEGURI (cxse3) ▼ 2,48% 20,87
ISA ENERGIA (isae4) ▼ 2,20% 29,32

Telecom pressiona o índice pelo lado negativo

No campo das perdas, o setor de telecomunicações foi o principal vetor de queda. Telefônica Brasil e TIM registraram as piores performances entre os componentes do Ibovespa, com recuos superiores a 5% e 4%, respectivamente. Não há evidência no noticiário do dia que aponte um gatilho setorial específico para a pressão; o movimento pode refletir rotação de carteiras em direção a papéis de maior beta, como os do varejo.

Dólar recua e taxas longas cedem com leitura política

O dólar operou em queda durante toda a sessão e fechou abaixo de R$ 5, no menor nível do dia, em movimento que contribuiu para o apetite por risco na bolsa. No mercado de juros, as taxas dos vencimentos mais longos recuaram após pesquisas eleitorais ganharem espaço na agenda, segundo o noticiário do período. O cenário reforçou a percepção de menor prêmio de risco no curto prazo para ativos domésticos.

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Santander distribui R$ 1,5 bilhão em proventos

No radar corporativo, o Santander Brasil aprovou a distribuição de R$ 1,5 bilhão em proventos aos acionistas. A decisão representa um evento de remuneração relevante para detentores dos papéis SANB11. Além disso, a CSN assinou acordo para vender a alemã SWT à espanhola Bipadosa, movimento que sinaliza continuidade no processo de reorganização do portfólio do grupo siderúrgico.

Com o fechamento positivo do Ibovespa e o recuo do dólar, o mercado encerra a sessão em clima de recuperação, com o varejo como protagonista. A agenda das próximas sessões, incluindo a votação da PEC da escala 6×1 prevista para quarta-feira no Senado e o ambiente político em monitoramento, tende a manter a volatilidade elevada nos ativos domésticos.

Editorial BolsaNews