HAPVIDA lidera as baixas com queda superior a 8%; WEG e COGNA também afundam mais de 6% enquanto dólar opera levemente no positivo

Faltando menos de uma hora para o encerramento do pregão, o Ibovespa acumula queda relevante no dia, com o movimento de baixa liderado por ativos dos setores de saúde e indústria. O dólar à vista oscila próximo da estabilidade no mesmo período, já com a PTAX oficial do dia fixada pelo Banco Central. O mercado americano, aberto desde a manhã, oferece um pano de fundo relativamente neutro para a tarde brasileira.

Saúde e indústria concentram as maiores perdas do dia

HAPVIDA lidera as baixas do Ibovespa com recuo acima de 8% até este momento da tarde, seguida por WEG e COGNA ON, que cedem mais de 6% cada. MARCOPOLO e AZZAS 2154 também figuram entre os destaques negativos, com baixas superiores a 4%. A concentração das perdas em setores distintos – saúde, educação, indústria e varejo – indica um movimento de aversão seletiva a risco, sem um catalisador único identificável, o que amplifica o impacto sobre o índice.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 0,86% 206.224
Dólar ▲ 0,11% 5,029

Às 16h20 (Horário de Brasília)21/10/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
TOTVS (tots3) ▲ 2,29% 42,87
BRAVA (brav3) ▲ 1,72% 21,23
TELEF BRASIL (vivt3) ▲ 1,30% 32,69
EMBRAER (embj3) ▲ 1,18% 91,75
PRIO (prio3) ▲ 1,17% 71,93

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
HAPVIDA (hapv3) ▼ 8,15% 8,790
WEG (wege3) ▼ 6,34% 45,37
COGNA ON (cogn3) ▼ 6,19% 3,030
MARCOPOLO (pomo4) ▼ 5,42% 4,710
AZZAS 2154 (azza3) ▼ 4,23% 25,84

STF julga ISS no PIS/Cofins e gera ruído tributário

O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento que define se o ISS deve ser excluído da base de cálculo do PIS e da Cofins, com impacto estimado de R$ 35,4 bilhões para os cofres públicos. A discussão adiciona incerteza ao ambiente tributário corporativo no momento em que o mercado já monitora o cenário fiscal brasileiro com atenção redobrada – o que pode contribuir para o clima mais cauteloso observado no pregão desta tarde.

JPMorgan projeta ‘grande teste’ para Brasil pós-eleições

O JPMorgan destacou que o mercado brasileiro enfrentará o que descreve como o ‘próximo grande teste’ após o ciclo eleitoral em curso. O alerta reforça a percepção de que o ambiente de curto prazo permanece condicionado à dinâmica política e fiscal, com investidores atentos ao posicionamento das carteiras diante das incertezas do segundo semestre.

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Lado positivo: TOTVS, PRIO e Embraer resistem à pressão

Enquanto o índice cede terreno, alguns papéis operam na contramão e sustentam altas individuais nesta tarde. TOTVS lidera o lado positivo do Ibovespa, seguida por BRAVA, TELEF BRASIL, EMBRAER e PRIO – todas com ganhos acima de 1%. O desempenho desses ativos não é suficiente para compensar o peso das baixas concentradas nos demais setores, mas sinaliza seletividade positiva em tecnologia, energia e telecomunicações.

O pregão segue em curso até aproximadamente as 17h, com o mercado monitorando o fluxo final de ordens e eventuais movimentos de ajuste de posição antes do encerramento. A PTAX já fixada e o contexto tributário em debate no STF permanecem como variáveis de atenção para as próximas sessões.

Editorial BolsaNews