Índice supera 186 mil pontos com bancos e dados de inflação nos EUA; dólar cede e fecha o mês estável perto de R$ 5,18.
O Ibovespa encerrou a sessão e o mês em terreno positivo: alta de 1,37% no pregão desta quarta-feira, com o índice superando os 186 mil pontos e registrando cerca de 5% de valorização em setembro, o melhor mês desde janeiro. O dólar cedeu ao longo do dia, fechando próximo a R$ 5,18, ainda que no acumulado do mês o câmbio tenha permanecido estável. O desempenho foi impulsionado pelo setor bancário e por dados de inflação nos Estados Unidos que, ao confirmar desaceleração do PCE, aliviaram parte da pressão sobre os ativos de risco globais.
Bancos e inflação americana puxam o Ibovespa
O setor financeiro liderou as altas do índice na sessão, com os grandes bancos operando com ganhos relevantes. O catalisador externo foi o índice PCE de agosto nos EUA, principal referência de inflação monitorada pelo Federal Reserve, que veio em linha com as expectativas e reforçou o cenário de que o ciclo de aperto monetário americano pode estar próximo do fim. O movimento favoreceu ativos de risco ao redor do mundo, e o mercado brasileiro capturou boa parte desse fluxo positivo.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▲ 0,05% | 5,182 |
| Ibovespa | ▲ 1,37% | 186.340 |
| Dow Jones | ▼ 0,86% | 50.906 |
| S&P 500 | ▼ 0,25% | 7.652 |
| Nasdaq | ▲ 0,24% | 26.861 |
| Stoxx 600 | ▼ 0,43% | 634,89 |
| FTSE 100 | ▼ 0,29% | 10.606 |
| Petróleo Brent | ▲ 1,41% | 97,92 |
| Bitcoin | ▲ 0,05% | 83.678 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▲ 0,72% | 5,293 |
Às 18h30 (Horário de Brasília)30/09/2026
Wall Street divide-se: Dow cede, Nasdaq avança
Nos Estados Unidos, o pregão terminou sem sinal único: o Dow Jones recuou quase 0,9%, enquanto o Nasdaq avançou cerca de 0,24%, sustentado por papéis ligados ao setor de inteligência artificial. O S&P 500 oscilou marginalmente no negativo. A divisão reflete o ambiente de cautela com juros longos: o yield do Treasury de 10 anos avançou para perto de 5,29%, nível que segue pressionando setores mais sensíveis ao custo de capital, como utilities e parte do varejo.
Vale sobe com ajuda da China, mas opera longe da máxima
VALE3 fechou em alta, beneficiada por sinais de suporte ao mercado de minério de ferro vindos da China, após novas sinalizações de estímulo econômico por parte de Pequim. O petróleo Brent também avançou cerca de 1,4%, acima dos US$ 97 por barril, o que deu suporte adicional às ações do setor de energia na bolsa. Ainda assim, Vale operou bem abaixo das máximas intradiárias, com o ceticismo do mercado sobre a efetividade das medidas chinesas contendo o avanço do papel.
Magalu salta 12% apesar de avaliação setorial cautelosa
Entre os destaques individuais do pregão, as ações do Magazine Luiza dispararam cerca de 12%, um dos maiores saltos do índice no dia e no mês. O movimento ocorreu mesmo em meio a avaliações que apontam outros nomes do varejo como opções mais robustas no ambiente pós-eleitoral, segundo reportagem do InfoMoney. Ao todo, 17 ações do Ibovespa subiram mais de 10% durante o mês de setembro, enquanto cinco papéis recuaram ao menos 10%, evidenciando a dispersão interna do índice.
Com setembro encerrado em alta, o mercado vira a página para outubro olhando para um conjunto de fatores domésticos e externos de peso: a trajetória dos juros longos nos EUA, a consistência dos estímulos chineses e o ambiente fiscal brasileiro seguem como variáveis centrais. O próximo pregão abre com os investidores calibrando expectativas para o início do quarto trimestre, que começa, segundo o noticiário, com teste relevante pela frente.





