JPMorgan rebaixa BB e eleva Bradesco: BBAS3 desaba cerca de 6% e BBDC4 avança 4%, sendo destaques isolados no pregão

O Ibovespa encerrou em queda nesta terça-feira, devolvendo parte do avanço expressivo da sessão anterior, quando o resultado do primeiro turno das eleições impulsionou o mercado. O dólar acompanhou o arrefecimento do estresse e recuou, operando abaixo de R$ 5 ao fim do pregão. O movimento do dia foi lido pelo mercado como uma correção técnica natural após um rali intenso, e não como uma reversão de tendência.

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JPMorgan divide bancos: BB despenca, Bradesco dispara

O principal evento corporativo do pregão foi a revisão do JPMorgan sobre dois grandes bancos brasileiros: o rebaixamento do Banco do Brasil e a elevação do Bradesco. O efeito nas ações foi imediato e assimétrico, com BBAS3 registrando queda em torno de 6%, figurando entre as maiores baixas do índice, enquanto BBDC4 subiu cerca de 4%, sendo um dos destaques positivos da sessão. A movimentação concentrada nesses dois papéis pesou de forma relevante sobre o desempenho do Ibovespa no dia.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,31% 4,984
Ibovespa ▼ 0,52% 205.835
Dow Jones ▲ 0,49% 51.521
S&P 500 ▲ 0,58% 7.819
Nasdaq ▲ 0,45% 27.600
Stoxx 600 ▲ 0,57% 636,63
FTSE 100 ▲ 0,42% 10.542
Petróleo Brent ▲ 0,43% 101,15
Bitcoin ▼ 0,21% 85.565
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,79% 5,269

Às 18h30 (Horário de Brasília)06/10/2026

EUA renovam recordes, mas impacto no Brasil é limitado

Do lado externo, o cenário foi positivo: S&P 500 e Nasdaq encerraram em novos recordes de fechamento, impulsionados pela temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos. O Stoxx 600 europeu também avançou. Ainda assim, o fluxo favorável do exterior não foi capaz de conter a correção doméstica, que tinha dinâmica própria após o salto da véspera. Os yields dos Treasuries de 10 anos recuaram, o que em condições normais favoreceria emergentes, mas o fator técnico interno prevaleceu.

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Petróleo sobe e exportações brasileiras ganham destaque

O petróleo Brent operou em alta e superou a marca de US$ 100 o barril, movimento que tende a ser monitorado em relação às ações da Petrobras e ao desempenho do setor de energia no índice. No front do comércio exterior, dados divulgados ao longo do dia mostraram que as exportações brasileiras para os Estados Unidos avançaram 31,9% em setembro ante o mesmo mês do ano anterior, enquanto as vendas para a União Europeia saltaram 60,1% no período, números que reforçam a diversificação da pauta exportadora do país.

Aneel adia decisão sobre caducidade da Enel São Paulo

No campo regulatório, a Aneel adiou a decisão sobre a caducidade da concessão da Enel São Paulo após pedido de vista, prolongando a incerteza em torno do futuro da distribuidora. Paralelamente, a Aena assumiu formalmente a gestão do Aeroporto Internacional do Galeão, marcando uma transição relevante no setor de infraestrutura aeroportuária brasileira. Os dois eventos foram acompanhados pelo mercado, ainda que sem impacto imediato e concentrado no índice.

O pregão de amanhã deve seguir sendo influenciado pelo desdobramento do cenário eleitoral doméstico e pela continuidade da temporada de balanços nos Estados Unidos. O comportamento do dólar e a dinâmica dos grandes bancos, após o reposicionamento desta terça, tendem a permanecer no radar dos operadores na abertura da próxima sessão.