Brent recua mais de 6% na sessão, enquanto a yield do T-Note de 10 anos avança e bolsas da China cedem mais de 1%.

O investidor brasileiro chega a esta sexta-feira com dois sinais contraditórios vindos do exterior: futuros de Wall Street sobem de forma moderada, mas o petróleo despenca mais de 6%, lançando dúvidas sobre o desempenho de papéis ligados à energia. Ao mesmo tempo, a yield do Treasury de 10 anos avança para o nível mais alto em anos, reforçando o custo do dinheiro globalmente. No campo doméstico, o destaque fica com a divulgação do IPCA-15 e a reunião do Conselho do MPF sobre o caso Master.

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Petróleo em colapso puxa atenção dos mercados

O Brent recua mais de 6% na sessão, em um dos movimentos mais abruptos do ativo no ano. A queda pressiona empresas do setor de energia e impacta moedas de países exportadores, enquanto analistas monitoram se o movimento reflete excesso de oferta, revisão de demanda global ou algum fator geopolítico pontual. Para o Ibovespa, a exposição de Petrobras no índice torna o dado especialmente relevante nesta abertura.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▲ 0,24% 51.842
🇺🇸 S&P Futuros ▲ 0,30% 7.787
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▲ 0,42% 30.919
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▲ 0,75% 6.321
🇬🇧 FTSE 100 ▲ 0,34% 10.717
🇯🇵 Nikkei 225 ▲ 1,09% 66.364
🇭🇰 Hang Seng ▼ 1,01% 24.510
🇨🇳 Shanghai ▼ 1,26% 3.888
💵 DXY (Dolar Index) ▼ 0,15% 101,12
🪙 Ouro ▲ 0,51% 4.328
🛢️ Petroleo Brent ▼ 6,45% 98,87
₿ Bitcoin ▲ 0,20% 84.555
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,94% 5,162

Às 07h00 (Horário de Brasília)25/09/2026

Treasury de 10 anos opera em máxima histórica recente

A yield do T-Note de 10 anos avança para 5,16% ao ano, o patamar mais elevado em cerca de 18 anos, segundo o Valor Econômico. Esse nível eleva o custo de oportunidade global, reforça a pressão sobre ativos de risco emergentes e tende a fortalecer o dólar, embora o DXY ceda levemente na sessão. O mercado aguarda falas de membros do Fed ao longo do dia para calibrar expectativas sobre a trajetória dos juros americanos.

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Ásia fecha mista; China recua mais de 1%

As bolsas asiáticas encerraram o pregão em direções opostas: o Nikkei avançou mais de 1%, impulsionado por dados locais positivos, enquanto Hang Seng e Shanghai recuaram mais de 1% cada. O movimento na China reflete cautela com liquidez no mercado de títulos e persistência das pressões no setor imobiliário. Europa, por sua vez, abre em alta, com Euro Stoxx 50 e FTSE 100 operando no campo positivo.

Brasil: IPCA-15 e caso Gonet no radar político

No front doméstico, a divulgação do IPCA-15 é o principal termômetro do dia para a inflação corrente no país, dado que o Banco Central acompanha de perto ao calibrar a política monetária. Em paralelo, o Conselho do MPF se reúne nesta sexta-feira para deliberar sobre a abertura de investigação envolvendo o procurador-geral Gonet no caso Master, episódio que mantém o ambiente político em estado de atenção e pode gerar volatilidade em ativos mais sensíveis ao risco fiscal e institucional.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇬🇧 Presidente do Banco da Inglaterra, Bailey, fala 🐂🐂🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Williams fala 🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Schmid fala 🐂
  • 🇺🇸 Revised UoM Consumer Sentiment 🐂🐂
  • 🇺🇸 Revised UoM Inflation Expectations 🐂🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Hammack fala 🐂
  • 🇧🇷 IPCA-15 Divulgação hoje (fonte: IBGE).
  • 🇧🇷 Político Conselho do MPF decide se abre investigação sobre Gonet no caso Master: Conselho do MPF se reúne nesta sexta-feira para deliberar sobre abertura de investigação envolvendo o procurador-geral Gonet.

A sessão desta sexta-feira combina pressão vinda das commodities, yields elevados nos EUA e agenda doméstica carregada, um ambiente que tende a ampliar a volatilidade nos ativos brasileiros. Após o fechamento semanal, o mercado terá mais elementos para avaliar a direção das próximas sessões.