Petróleo Brent despencou mais de 7% no dia, pressionando Petrobras e pesando sobre o índice, enquanto o IPCA-15 e o cenário eleitoral influenciaram câmbio e juros futuros.

O Ibovespa fechou em leve baixa nesta sexta-feira, acumulando perdas pela segunda semana seguida, penalizado principalmente pela queda expressiva do petróleo e pelo desempenho negativo das ações da Petrobras. O dólar recuou levemente, com o mercado de câmbio reagindo à leitura do IPCA-15 e ao cenário político-eleitoral doméstico. No exterior, as bolsas americanas subiram tanto no dia quanto na semana, mas o alívio global não foi suficiente para sustentar o mercado brasileiro.

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Petróleo despenca e arrasta Petrobras para o vermelho

O Brent registrou uma das quedas mais expressivas do ano nesta sessão, recuando mais de 7%, e funcionou como o principal vetor negativo para o Ibovespa. As ações da Petrobras acompanharam o movimento da commodity e pesaram de forma relevante sobre o índice, que não conseguiu sustentar terreno positivo mesmo com o bom humor dos mercados internacionais. A dinâmica reforça a alta sensibilidade do benchmark brasileiro às flutuações do petróleo.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,09% 5,187
Ibovespa ▼ 0,27% 183.477
Dow Jones ▲ 0,93% 51.829
S&P 500 ▲ 0,51% 7.743
Nasdaq ▲ 0,48% 27.069
Stoxx 600 ▲ 0,33% 638,65
FTSE 100 ▲ 0,14% 10.695
Petróleo Brent ▼ 7,78% 97,47
Bitcoin ▼ 0,74% 83.762
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,43% 5,184

Às 18h30 (Horário de Brasília)25/09/2026

IPCA-15 e eleição norteiam câmbio e juros futuros

O dólar operou em queda moderada, com o mercado de câmbio processando o dado do IPCA-15, referência antecipada da inflação oficial, e as movimentações do calendário eleitoral. Os juros futuros também cederam ao longo do dia, em linha com a leitura mais benigna do índice de preços e com a expectativa do mercado em torno do cenário político. Segundo o Valor Econômico, pesquisa Datafolha aponta disputa acirrada no Ceará, com Ciro e Elmano tecnicamente empatados no primeiro turno, mantendo o tema eleitoral no radar dos agentes financeiros.

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Wall Street sobe apesar de incertezas com Fed e inflação

As bolsas de Nova York fecharam em alta tanto no pregão desta sexta quanto na semana, mesmo diante de cautela persistente em relação à trajetória dos juros nos Estados Unidos. O yield do Treasury de 10 anos avançou, refletindo a precificação de uma postura mais firme do Federal Reserve, mas o movimento não impediu os índices americanos de avançarem. O Stoxx 600 europeu também fechou no campo positivo, contribuindo para um ambiente externo relativamente favorável.

AZZA3 lidera ganhos; ações disparam mais de 13% no dia

Na contramão do índice, Azzas 2154 (AZZA3) foi o destaque positivo da sessão, com valorização superior a 13% e liderança dos ganhos no Ibovespa. O movimento isolado da ação não foi suficiente para compensar as pressões baixistas vindas do setor de energia, mas evidenciou que o pregão teve bolsões de desempenho positivo mesmo em um dia de queda para o índice amplo.

Com duas semanas consecutivas de perdas no Ibovespa, o mercado doméstico encerra o período sob pressão do petróleo, do cenário fiscal e da dinâmica eleitoral. No próximo pregão, o comportamento das commodities e eventuais novidades no front político devem continuar pautando os movimentos dos ativos brasileiros.