Brent opera com queda superior a 3% e PMI Composto da zona do euro recuou para 51,9 em outubro; no Brasil, IPCA-15 entra no radar do fim de semana

O investidor brasileiro chega ao fim de semana com um quadro externo menos tranquilo do que parecia: o petróleo despenca, os PMIs europeus apontam para desaceleração e os rendimentos dos Treasuries recuam, sinal de que o apetite por risco segue calibrado com cautela. No front doméstico, a atenção se volta para o cenário fiscal e para o dado de inflação que ainda está por vir.

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Petróleo em queda acentuada pressiona commodities

O Brent opera com recuo expressivo superior a 3% nesta manhã, devolvendo parte dos ganhos recentes e trazendo pressão para ativos ligados ao setor de energia. A queda ocorre em meio a sinalizações de oferta mais folgada e arrefecimento da demanda global, movimento que tende a impactar diretamente papéis do setor no Ibovespa, especialmente em um pregão de menor liquidez por ser véspera de fim de semana.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▼ 0,41% 52.757
🇺🇸 S&P Futuros ▼ 0,16% 7.689
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▼ 0,10% 29.136
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▼ 0,76% 6.044
🇬🇧 FTSE 100 ▼ 0,59% 10.660
🇯🇵 Nikkei 225 ▼ 0,71% 62.693
🇭🇰 Hang Seng ▲ 0,69% 23.093
🇨🇳 Shanghai ▲ 0,85% 3.690
💵 DXY (Dolar Index) ▲ 0,09% 101,74
🪙 Ouro ▲ 0,22% 4.039
🛢️ Petroleo Brent ▼ 3,43% 109,68
₿ Bitcoin ▲ 0,31% 81.553
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▼ 3,75% 4,953

Às 07h00 (Horário de Brasília)23/10/2026

Europa desacelera: PMIs revelam perda de fôlego

As prévias de outubro dos PMIs europeus vieram abaixo das expectativas. O PMI Composto da zona do euro recuou para 51,9, segundo dados divulgados pelo Valor Econômico, com a França apresentando resultado abaixo de 50, território contracionista, com PMI Composto em 48,4. A Alemanha segurou o índice regional acima da linha d’água, mas também mostrou retrocesso. O cenário reforça a percepção de que o ciclo de recuperação europeu perde ritmo, o que se reflete nas quedas generalizadas das bolsas do continente nesta manhã.

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Estrangeiros ampliam apostas no Brasil pré-eleição

Enquanto o exterior mostra sinais de cautela, o interesse de investidores estrangeiros no mercado brasileiro segue elevado. Petrobras aparece como a ação mais citada entre os favoritos do capital externo, à frente do Itaú, reflexo da combinação entre valuation atrativo, dividendos e exposição ao ciclo de commodities, segundo levantamento da InfoMoney. O contexto eleitoral, com segundo turno no radar, adiciona volatilidade de curto prazo, mas não parece ter afastado o fluxo de entrada.

Ouro e Treasuries: sinal de cautela no horizonte

O ouro renova patamar elevado, acumulando mais um avanço nesta sessão, enquanto o yield do Treasury de 10 anos recua de forma relevante, movimento que combina busca por proteção e reavaliação das expectativas para os juros americanos. Bancos centrais ao redor do mundo vêm acumulando ouro em ritmo significativamente maior do que nos anos anteriores, reduzindo exposição a ativos dos EUA, tendência que sustenta a demanda estrutural pelo metal, conforme apuração da InfoMoney.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇬🇧 Vendas no varejo (mensal) 🐂🐂
  • 🇪🇺 da França Flash PMI industrial 🐂🐂
  • 🇪🇺 da França Flash PMI de serviços 🐂🐂
  • 🇪🇺 da Alemanha Flash PMI industrial 🐂🐂
  • 🇪🇺 da Alemanha Flash PMI de serviços 🐂🐂
  • 🇬🇧 Flash PMI industrial 🐂🐂
  • 🇬🇧 Flash PMI de serviços 🐂🐂
  • 🇺🇸 Flash PMI industrial 🐂🐂
  • 🇺🇸 Flash PMI de serviços 🐂🐂
  • 🇺🇸 Revised UoM Consumer Sentiment 🐂🐂
  • 🇺🇸 Revised UoM Inflation Expectations 🐂🐂
  • 🇧🇷 IPCA-15 Divulgação hoje (fonte: IBGE).

A sexta-feira chega com um mix de fatores que exige atenção: petróleo em queda, Europa desacelerando, ouro firme e mercados americanos operando futuros em leve recuo. No Brasil, o debate fiscal e o calendário eleitoral seguem como variáveis centrais para o humor do Ibovespa nas próximas sessões. Bom fim de semana.